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Conheça mais sobre o R-1234yf e sua implementação na Europa

mercado automotivo segue em constante mudança na Europa e nos Estados Unidos devido a utilização do R-1234yf ao invés do R-134a. Ainda não há data para essas alterações serem implementadas no mercado brasileiro.

O HFO-1234yf (R-1234yf) é um refrigerante com grau zero de destruição da camada de ozônio e foi desenvolvido para atender a diretiva europeia 2006/40 /EC que entrou em vigor em 2011, exigindo que todas as novas plataformas de automóveis para venda no continente usem um refrigerante em seu sistema ar condicionado com um GWP (Global WarmingPotential – em português: Potencial de aquecimento global) abaixo de 150.

Este gás incolor foi proposto como um substituto para R-134a como refrigerante em aparelhos de ar de automóveis, sendo o primeiro HFO-1234yf de uma nova classe de refrigerantes.

Com a mudança para o HFO-1234yf, as montadoras não teriam que fazer modificações significativas em linhas de montagem ou em projetos de sistemas de veículos para acomodar o produto. O HFO-1234yf tem o menor custo de troca para as montadoras entre as alternativas atualmente propostas, embora o custo inicial do produto seja muito maior que o da R-134a.

O produto poderia ser tratado em oficinas de reparo da mesma maneira que R-134a, embora exigisse equipamentos diferentes e especializados para executar o serviço. Uma das razões para isso é a leve inflamabilidade de HFO-1234yf. Outro problema que afeta a compatibilidade entre os sistemas baseados em HFO-1234yf e R-134a é a escolha do óleo lubrificante. O óleo lubrificante atual apresenta sinais de danos ao plástico, ao alumínio e problemas para a saúde.

Regras para a mudança nos Estados Unidos

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos emitiu regulamentos que exigem que o R-134a seja eliminado da produção doméstica de carros novos até 2021. Ainda assim, R-134a será permitido para certos veículos de exportação, mas até 2025. Depois disso, todos os veículos novos terão que usar refrigerante R-1234yf. A produção da R-134a continuará para a manutenção de veículos mais antigos.

Honeywell e DuPont foram as primeiras indústrias de refrigerantes a se mexer

Pouco depois da confirmação das montadoras que o R-1234yf realmente seria adotado como uma substituição do refrigerante de ar condicionado automotivo R-134a, a Honeywell e a DuPont anunciaram conjuntamente uma fábrica em Changshu, província de Jiangsu, na China, para produzir HFO-1234yf.  Outros fabricantes também foram licenciados para produzir o refrigerante.

Na Europa e EUA, a Honeywell comercializa o R-1234yf sob a marca comercial Solstice YF e a Chemours (linha de fluidos da DuPont) o R-1234yf sob a marca Opteon YF.

É inflamável ou não é? O que dizem os órgãos fiscalizadores e as montadoras?

De acordo com a ASHRAE (American Society ofHeating, Refrigeratingand Air-ConditioningEngineers), o produto é classificado como ligeiramente inflamável. Já a SAE (Sociedade de Engenharia Automotiva) após vários anos de testes demonstrou que o produto não pode ser inflamado em condições normalmente experimentadas por um veículo. Além disso, várias autoridades independentes avaliaram a segurança do produto em veículos e alguns deles concluíram que era tão seguro como o R-134a, o produto em uso nos carros hoje.

Em julho de 2008, a Honeywell/DuPont publicou um relatório afirmando que o “HFO-1234yf é muito difícil de inflamar com faísca elétrica” ​​detalhando os testes que fizeram passando o gás através de uma placa quente aquecida a várias temperaturas na faixa de 500 ° C – 900 ° C. A ignição só foi observada quando HFO-1234yf foi misturado com óleo PAG e passou por uma placa que era> 900 ° C.

Porém, em dezembro de 2012, a Mercedes-Benz mostrou que a substância acendeu quando os pesquisadores pulverizaram, juntamente com o óleo do compressor no motor quente de um carro. Um engenheiro sênior da Daimler (Mercedes-Benz) que realizou os testes, declarou: “Estávamos em choque, não vou negar isso. Precisamos de um dia para compreender o que acabamos de ver”. A combustão ocorreu em mais de dois terços das colisões diretas simuladas. Os engenheiros também notaram ranhuras no para-brisa causado pelos gases corrosivos. BMW e VW-Audi concordaram com a Mercedes afirmando que os testes realizados não são suficientes para julgar completamente a segurança de seus veículos. As montadoras alemãs se inclinaram para o refrigerante de dióxido de carbono, que pode ser mais seguro para os passageiros e para o meio ambiente.

Após Mercedes afirmar que o novo refrigerante poderia ser inflamado, o alemão Kraftfahrt-Bundesamt (Federal Motor TransportAuthority) realizou seus próprios testes. A Autoridade concluiu que, embora a substância fosse potencialmente mais perigosa do que o R-134a, não constituía um perigo grave. No entanto, as montadoras alemãs não concordam com suas descobertas e procedimentos de teste. Na sequência de outros testes independentes, a General Motors ainda planeja transitar todos os novos modelos para o novo refrigerante até 2018. A Chrysler anunciou que continuariam a transição para R1234yf também. As montadoras japonesas também estão fazendo a transição para R1234yf, Honda e Subaru começaram a introduzir o novo refrigerante já com nos modelos de 2017.

Mercedes adota o CO2

Em janeiro de 2017 entrou em vigor a nova regra europeia para as fabricantes de automóveis. Porém, a alemã Daimler, fabricante da Mercedes Benz, anunciou no final de 2016 que iria seguir um caminho ainda mais sustentável que a utilização do R-1234yf, e passaria a utilizar em seus carros  o CO2.

O R-1234yf ainda é um material muito caro

R-1234yf é significativamente mais caro do que o R-134a devido a suprimentos limitados e o fato de haver um certo monopólio de empresas que o fabricam. Até o ano passado, o preço era de cerca de US$660 a US$675 por um recipiente de 10lb (4,540 Kg), ou seja US$66 a US$67 por libra (454g). Algo em torno de 10 vezes mais caro que o R-134a.

O preço do R-1234yf deve cair lentamente à medida que a produção aumenta para atender a uma demanda crescente.

A fabricação de R-134a continuará para veículos mais antigos?

Não há planos para eliminar a produção do R-134a porque ainda será necessário para atender veículos antigos com os sistemas de ar condicionado que ainda o utilizam. A adaptação dos sistemas R-134a para R-1234yf parece improvável devido à diferença de custo e desempenho de refrigeração e a problemas de compatibilidade e lubrificação do material.

Alguns veículos que utilizam o R-1234yf desde 2013

Segue abaixo lista dos carros fabricados com R-1234yf nos Estados Unidos:

BMW i3 Electric | Cadillac XTS | Chevrolet Malibu, Spark EV e Trax | Chrysler 300 | Dodge Challenger | Honda Fit EV | Hyundai Santa Fe & i30 | Ford Transit | Infinity Q50 | Jeep Cherokee | Kia Sorento | Optima | Cadenza | Mazda CX-5 | Mitsubishi Mirage | Range Rover | Range Rover Sport | Subaru BRZ | Forester | Impreza

TAG de fluido refrigerante R-1234yf FORD:

TAG de fluido refrigerante R-1234yf GM:

TAG de fluido refrigerante R-1234yf TOYOTA:

Utilização do R-1234yf no Brasil

Conforme falamos no início do texto, não há qualquer norma em andamento no Brasil para essa mudança. Os carros produzidos em solo nacional continuam utilizando o R-134a, porém o mundo está em desenvolvimento e nos próximos anos deveremos ter novidades por aqui também.

Alguns modelos de carros mais sofisticados ou de importação independente, já começam a circular pelo Brasil. A incidência de manutenção é quase nula, mas caso haja a visita de algum desses modelos na oficina, os reparadores já devem estar preparados para trabalhar nesses modelos ou declinar do serviço por não estarem preparados.

Apesar deste fluido não causar danos à camada de Ozônio e praticamente não afetar o aquecimento Global, por questões de custo e segurança é certo que ele deverá ser manuseado corretamente, com conhecimento e com equipamentos corretos.

Algumas empresas especializadas em ferramentas para ar condicionado automotivo já estão apostando neste novo fluido refrigerante e já estão trazendo e disponibilizando máquinas e ferramentas específicas para trabalhar com este novo fluido, inclusive recicladoras com versões mais sofisticadas, com identificador de fluido refrigerante para evitar acidentes e danos ao equipamento e ao sistema do veículo.

Materiais e ferramentas específicas para a utilização do R-1234yf

Recicladora específica para R1234yf:

Manifolds com engates rápidos específicos para R1234yf:

Óleo específico para compressores de cárter aberto para R1234Yf:


Muitas montadoras já estão se antecipando e fabricando componentes que atendem as especificações de trabalho tanto do R134a quanto do R1234yf como mangueiras, compressores, etc.

Compressor GM Spin 2014, apesar de usar R-134a, o compressor permite trabalhar com o novo R-1234yf, desde que se utilize o óleo correto.

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FONTE: WEB AR CONDICIONADO.

Nos últimos anos, muitas empresas diminuíram a qualidade dos suportes para baratear o processo de instalação dos aparelhos de ar condicionado. Esse procedimento, no entanto, pode não proporcionar a garantia necessária para que o usuário tenha plena condição de segurança. O alerta é da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (Asbrav).

“É preciso ter um controle rígido da resistência física e química destes produtos, eliminando o risco de acidentes. É importante verificar se os equipamentos disponíveis no mercado estão certificados pelo Inmetro, garantindo tranquilidade aos consumidores, que, em sua maioria, não possuem conhecimento técnico e levam em conta, muitas vezes, apenas o preço baixo como critério para sua aquisição”, destaca o diretor técnico da entidade, Ricardo Albert.

Segundo o comunicado distribuído à imprensa, a Asbrav aponta, há muito tempo, a necessidade de uma rigorosa fiscalização dos suportes, a fim de que os equipamentos sejam instalados de maneira correta e aguentem o peso dos aparelhos de ar condicionado.

As variações de temperaturas e a constante realização de testes de resistência são fatores que contribuem para aumentar o risco de acidentes, que podem causar prejuízos patrimoniais e, até mesmo, ter um desfecho fatal, uma vez que muitos estão expostos em locais de passeio de pedestres e de automóveis.

Para a Asbrav, é fundamental que os fabricantes se preocupem em utilizar matéria-prima de boa qualidade e tenham um controle de qualidade rigoroso na hora de desenvolver o suporte. Os materiais mais utilizados na fabricação dos produtos são plástico, aço carbono, aço inox, fibra de vidro e alumínio.

Os suportes de plástico são os mais baratos do mercado, sendo leves e vulneráveis, não devendo ficar expostos diretamente ao sol. São indicados para locais com maior umidade, já que são imunes à corrosão. Sua vida útil, no entanto, é de no máximo dois anos.

Os produtos fabricados com aço carbono possuem maior resistência e baixo custo, mas são mais sensíveis à corrosão, motivo pelo qual não são indicados para regiões litorâneas ou úmidas. Sua vida útil também é de no máximo dois anos.

Já os suportes de aço inox são os mais indicados para qualquer tipo de região, tendo em vista que duram mais de dez anos e não precisam ser substituídos, além de serem imunes aos raios solares e à corrosão.

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FONTE: Revista do Frio.

Você já se deu conta de como o controle da qualidade do ar pode ajudar no ambiente de trabalho? Além de ter se tornado sinônimo de conforto dentro de casa, não é de hoje que o ar-condicionado também pode ser utilizado como um recurso para aumentar a produtividade dos funcionários dentro de uma empresa, ao melhorar a qualidade de vida e assim colaborar para o bom desempenho dos empregados.

Isso é tão importante que a climatização de ambientes de uso coletivo é inclusive regulamentada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Desde 2003, é previsto que todos os espaços climatizados devem estar submetidos a planos de manutenção e controle dos sistemas de ar condicionado, além de ser determinada a contagem de micro-organismos para garantir um ambiente livre de fungos, bactérias e vírus, que poderiam desencadear doenças.

Com a manutenção preventiva, é possível minimizar ou até mesmo evitar esses efeitos indesejados.

Analisar traz benefícios
As coletas e exames de laboratório são os responsáveis por analisar as possíveis contaminações, trazendo diversos benefícios para as empresas ao levar em conta a saúde dos funcionários. Por evitar a má qualidade do ar, esses métodos combatem a fadiga e a letargia, diminuindo o índice de falhas e erros de seus colaboradores.

A questão do absenteísmo também é influenciada positivamente com essa análise que busca elevar a qualidade do ar, pois caso os colaboradores faltassem o trabalho por motivos de saúde, suas ausências trariam custos à empresa. Desse modo, seja por causa de funcionários trabalhando mais devagar nas empresas ou doentes em casa, a consequência de não analisar a qualidade do ar é o retardamento na execução da demanda de trabalho.

Por outro lado, uma empresa que zela por seu capital humano implementando políticas de qualidade de vida como estratégia beneficia a produtividade dos profissionais, pois essas práticas propiciam o bem-estar da equipe.

Investimento e valorização
Além das vantagens citadas acima é válido trazer dados sobre como o investimento no conforto dos empregados pode também gerar mais economia. Uma pesquisa da ABQV (Associação Brasileira da Qualidade de Vida) com 500 gestores em 2011 revelou que, para as empresas, os programas de bem-estar diminuem os custos com assistência médica.

Por último, ao mesmo tempo em que a análise do ar climatizado possibilita às empresas gerarem mais motivação aos seus empregados, também contribui para que eles percebam o quanto podem ser considerados e valorizados por seus empregadores. Isso tudo colabora para a imagem corporativa das organizações, e o mercado reconhece esses aspectos positivos, devolvendo valor às empresas que primam por esses fatores.

Vai dizer que não é melhor trabalhar em um ambiente fresquinho e confortável?

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FONTE: Web Ar Condicionado

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